
A Revista UFO ainda publicou duas outras matérias a respeito
do caso, nas edições n° 32 e n° 37, de setembro de 1994 e abril de 1995. Nelas,
Encarnación defende-se dos ataques céticos de ufólogos nacionais e
internacionais. Alguns anos mais tarde, a Revista Arquivo EXTRA n° 1, de agosto
de 1997, editada pelo ufólogos irmãos Mondini e Encarnación Zapata Garcia
publicou uma matéria sobre o mesmo caso, praticamente repetindo a história, sem
maiores detalhes. Recentemente o caso voltou a ser debatido nos meios
nacionais, sendo que desta vez a mesma Revista UFO apresenta a investigação de
Claudeir e Paola Covo (conhecidos opositores do caso) os quais afirmam ser o
caso uma fraude. Seus estudos baseiam-se em fatos irrefutáveis, segundo crêem
Claudeir e Paola, o que praticamente comprova a opinião deles. De qualquer
forma, alguns pontos ainda ficaram sem explicação, algumas perguntas ficaram
sem respostas e algumas alegações de ambos os lados permanecem questionáveis.

Decidimos expor, inicialmente, os pontos favoráveis ao caso,
demonstrando que realmente existem fatos não explicados associados a ele, e a
sua semelhança com as mutilações de animais. Em seguida iremos apresentar as
alegações contrárias à legitimidade do caso, as quais foram demonstradas
através da pesquisa de Claudeir e Paola Covo. Em seguida, faremos alguns
comentários finais.
O SURGIMENTO DO CASO: (Versão de ENCARNACIÓN ZAPATA)

Foi então marcada um dia para uma entrevista. Através do Dr.
José R. Cuenca, Encarnación quase conseguiu a fortuita exumação do cadáver.
Infelizmente, ele já havia sido exumado e transferido para outro cemitério pela
família do morto. Dois meses depois, entretanto, o Dr. Cuenca conseguiu
localizar o processo do caso, e colocou-o à disposição de Encarnación.
Segundo a pesquisadora, o documento revelava que o cadáver
fora encontrado em 29 de setembro de 1988, vestindo apenas uma cueca. Ele teria
40 anos e apresentava várias marcas pelo corpo devido à ação de urubus. Foi,
então, instaurado inquérito policial para investigar-se o caso. O Boletim de
Ocorrência (BO) afirmava que não haviam sinais de violência ou luta corporal.
Ainda, segundo Encarnación, o Corpo de Bombeiros improvisou
uma maca para a retirada do corpo do local. Esta maca aparece no fundo das
referidas fotografias. O Laudo do Corpo de Delito, também adquirido por
Encarnación, trazia informações importantes a favor da legitimidade ufológica
do caso.

Ainda segundo Encarnación uma Equipe denominada
"F" teria investigado o caso. O delegado responsável por esta
investigação uma carta ao diretor do Instituto Médico Legal (IML). Na carta
lê-se: "Com referência ao Laudo n° (omitido), que reporta o exame
necroscópico realizado no corpo da vítima, constata-se, dentro das perquirições
médicas, a existência de hediondo crime. Contudo, aflora a dúvida, acerca da
causa do exício, pois descreve-se a possibilidade de ter ocorrido manobra
vagotônica e, conforme consigna-se no referido Laudo, vísceras foram retiradas
foram retiradas do corpo mediante aspiração. Assim, faz-se mister parecer
médico sobre o tipo de morte mencionada e instrumentos utilizados (1) Pelas
lesões observadas, que tipo de instrumento poderia ter sido usado para causar a
morte? Que tipo de instrumento causaria a aspiração referida? (2) As manchas
que circundam os ferimentos caracterizam reação vital? (3) Poderia ter ocorrido
a ação de animais junto ao corpo? (4) Existe nos registros da Medicina Legal
ocorrências semelhantes?" Os médicos, segundo Encarnación, não puderam
explicar as manchas de coloração escura que circundavam os ferimentos.
O Caso Guarapiranga permaneceu um mistério por vários anos.
Os debates sobre o caso continuaram a ocorrer, o que levou Encarnación a
escrever outra matéria para a Revista UFO, publicada na edição n° 32, de setembro
de 1994. Nesta matéria ela não acrescentou nada de novo ao caso. A Revista UFO
publicou ainda outra matéria sobre o caso na edição n° 37, de abril de 1995,
onde Encarnación rebateu algumas críticas sobre o caso recebidas.


Apenas algumas das dezenas de horripilantes fotos do cadáver de Guarapiranga estão nessa matéria. Note-se a remoção de vastas extensões de pele, bem como a extirpação dos globos oculares. Aquilo que o laudo pericial define como “esvaziamento das partes moles” significa que, através de um pequeno orifício perfeitamente visível na região do braço direito, carnes e músculos foram aspirados!
Outros orifícios semelhantes existiam no corpo, na virilha e
na região torácica . Por intermédio deste último, todos os órgãos internos
foram sugados. À semelhança de outros casos, quase não havia sequer uma gota de
sangue no cadáver!